sábado, 30 de junho de 2012

Stella Artois



INFORMAÇÕES
Cervejaria: Stella Artois
Grupo: Anheuser-InBev
Pais de Origem: Bélgica
Estilo: Premium American Lager
Embalagem: Garrafa
Álcool (%): 5.2% ABV
Ativa: SIM
Sazonal: Não é sazonal
Temperatura: 0-4 °C 
Copo ideal: Pilsner

Nascida na Bélgica, berço dos melhores mestres cervejeiros, e produzida com ingredientes de primeiríssima qualidade, Stella Artois é uma cerveja super premium, de sabor balanceado e marcante. A cerveja era tão brilhante e clara que recebeu o nome de Stella - estrela em latim. O seu sabor marcante conquistou os paladares mais requintados e Stella Artois tornou-se aa cerveja símbolo da Bélgica.

Degustação
Aparencia pouco atrativa, pouca espuma, que se mantêm por pouco tem. Aroma suave, sente-se um fundinho de lúpulo bem agradável. O sabor confirma a presença de lúpulo acima das tradicionais pilsens brasileiras, deixando um final moderadamente seco. Mesmo assim, o amargor não impera no conjunto: o maior destaque fica mesmo para os sabores de malte, percebidos em um leve adocicado.
O retrogosto é sutil e quase não se mantêm, mas acredito que seja uma das grandes vantagens, já que não deixa nenhum retrogosto desagradável, também muito comum em outras brejas brasileiras.

Avaliação
Aroma 3/5
Aparência 3/5
Sabor 6/10
Sensação 3/5
Conjunto 6/10
Avaliação Geral 21/35

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Itaipava Premium.... Premium?


INFORMAÇÕES

Cervejaria: Cervejaria Petrópolis
Pais de Origem: Brasil
Estilo: Premium American Lager
Embalagem: Garrafa
Álcool (%): 4.5% ABV
Ativa: SIM
Sazonal: Não é sazonal
Temperatura: 0-4 °C 
Copo ideal: Pilsner, Lager (Chope) e Caldereta

Resolvi experimentar uma daquelas figurinhas fáceis do mercado, que ninguém tem muitos problemas em achá-la. A Cervejaria Petrópolis tem uma distribuição tão boa quanto as outras grandes marcas nacionais e está em todo lugar.

Degustação
No copo ela é uma cerveja menos pálida do que sua versão tradicional. É de carbonatação intensa, ou seja, fica aquela impressão de ter mais gás. No entanto, é como se as bolhas de gás fossem um pouco mais agressivas às papilas da língua do que em cervejas que no popular diriam, "mais leve". Mas não se enganem, é uma lager ou, como preferem os brasileiros, uma pilsen. Não tem nada de pesado nela fora essa impressão.
Tem leve aroma de malte, mas poderia ser melhor. Na boca, gosto brando de cerveja. A Itaipava original não tem muito gosto mesmo, isso já é uma evolução.
O rótulo "premium" é exagerado. A única coisa que ele quer dizer, na minha opinião, é que ela é melhor que a Itaipava comum.
Em sua composição estão os cereais não malteados, ou seja, milho e/ou arroz, o que na minha opnião descaracteriza completamente um tag de premium.
Na minha avaliação a Itaipava Premium é uma cerveja razoavél para se beber em dias de muito calor e sem maiores compromissos com o sabor.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Erdinger Weissbier Dunkel


INFORMAÇÕES

Cervejaria: Erdinger Weissbräu
Importadora: Bier&Wein
Pais de Origem: Alemanha
Estilo: German Dunkelweizen  
Embalagem: Garrafa
Álcool (%): 5.6% ABV
Ativa: SIM
Sazonal: Não é sazonal
Temperatura: 8-12 °C 
Copo ideal: Weizen

Uma genuína especialidade, a Erdinger escura deve seu sabor encorpado ao fino lúpulo e ao malte tostado utilizados em sua fabricação, produzida de acordo com antigas receitas. Levemente picante, contém uma proporção mais elevada de extrato primitivo e, como as demais cervejas da linha, também adquire seu sabor harmônico na maturação dentro da garrafa. Como resultado, torna-se uma cerveja perfeitamente balanceada e naturalmente escura. Harmoniza com carnes assadas, porco, funghi e pratos agridoces.


Degustação

Ótima Weizen Dunkel! Coloração marrom escuro, com espuma bege de média formação e duração. Excelente aroma frutado (frutas pretas) e tostado ao mesmo tempo. Contudo, para que ele seja sentido, é necessário que ela não esteja tão gelada. Sabor harmônico, que, assim como o aroma, combina bem os elementos típicos da Weiss clara com as notas tostadas do estilo Dunkel. Final levemente seco e amargo. Muito boa drinkabilidade.

domingo, 24 de junho de 2012

Budweiser não deveria usar tag Premium em rótulo

O Brasileiro está se interessando por cervejas especiais e premium cada vez mais, é curioso isso, e isso pode ser constatado na fila do supermercado.

É muito bom as pessoas se interessarem por elas, porque na maioria das vezes é apenas curiosidade, a maioria das pessoas desse novo perfil do “bebedor de cerveja” brasileiro, não conhece muita coisa sobre cerveja, mas tem curiosidade e, isso é bom, é o caminho natural para se tornar um apreciador como a maioria de nós aqui.

A alguns dias na fila do supermercado pude constatar a potência que é a Budweiser, é como se fosse “Skol” importada, as pessoas gostam de dizer que estão bebendo a Bud, independentemente de poderem identificar algo característico no sabor, aroma, aparência ou produção que a torne melhor que a Skol, por exemplo.
Para quem está se iniciando neste novo e prazeroso hobby, nem o fato de ter a tag “Premium” nela é relevante. Eles querem apenas se sentirem diferentes como a cerveja de nome complicado para o publico humilde.

A lata é diferente de todas as nossas cervejas e é isso que atrai o bebedor comum que quer algo “diferente” (embora a bud seja mais do mesmo).


Na do supermercado pessoas humildes debatendo entre si qual a pronuncia correta do nome, era interessante ver esse debate entre eles, pois isso gera curiosidade, quando verem que ambos estavam errados, vão voltar ao assunto e provavelmente vão falar algo do tipo: “o nome eu não sei direito, mas que é boa, é…” e isso é uma porta aberta para se interessarem cada vez mais por coisa boa, por assim dizer.

A Bud não é uma cerveja primorosa, está longe disso, não é disso que se trata, estou destacando apenas o interesse do bebedor comum em algo novo.

Estou citando estes exemplos de pessoas humildes com cervejas importadas, pois há alguns anos atrás isso seria algo impensável, a maioria achava “desperdício” comprar uma cerveja mais cara já que tudo era cerveja, era tudo igual… as pessoas bebiam preço e não qualidade, ainda é assim, claro, mas já podemos ver mudanças consideráveis em todas as classes sociais e, isso é ótimo!

Tanto a Bud quando a Skol são líderes de venda e popularidade nos EUA e no Brasil respectivamente, mas elas tem mais que isso em comum… as duas também são sem graça, a Bud por ter a tag “Premium” deveria ser no mínimo o dobro melhor, mas não é e, simplesmente porque a tag “premium” nela é mentirosa, bom, ela não será a primeira nem a ultima a usar algo no nome que induza de forma errada o consumidor a pensar que ela é uma cerveja melhor do que realmente é.

Teoricamente, uma cerveja “American Premium Lager” estritamente classificada significa uma marca que não leve mais do que 25% de adjuntos em sua composição. Adjuntos são outros cereais não maltados, tais como o arroz, o milho ou até mesmo a batata. São utilizados com dois objetivos: diminuir o custo — o malte de cevada, importado, é um insumo caro — e tornar a cerveja mais “leve” ao paladar do consumidor. A cerveja deste estilo, teoricamente, também não deveria ter conservantes ou aditivos químicos.
Ok, mas a cerveja é boa?

A Bud tem um aroma fraco e sabor chato, coloração amarelo translúcido, ela não chega a ser uma cerveja desagradável no todo, mas não vale R$2,20 de forma alguma, ela tem como ponto forte a refrescância o que pode vir a funcionar bem no Brasil nessa nova investida da AB Inbev. Para exemplificar melhor, eu a colocaria entre a Skol e a Antarctica numa escala de qualidade, sendo a Skol a mais fraca e a Antarctica a melhor.

Se a Bud, não tivesse “Premium” no nome e não fosse mais cara que a Heineken, talvez ela fosse apenas uma cerveja comum… mas esses dois pontos soam arrogantes demais para um produto tão igual ao que vemos atualmente no mercado.


sábado, 23 de junho de 2012

Bauhaus Cobre


INFORMAÇÕES

Cervejaria: Cervejaria Premium
Pais de Origem: Brasil
Estilo: Premium American Lager  
Embalagem: Garrafa
Álcool (%): 5.1% ABV
Ativa: SIM
Sazonal: Não é sazonal
Temperatura: 0-4 °C 
Copo ideal: Pilsner

Estilo Golden Lager, esta cerveja Premium é produzida em Frutal, no estado de Minas Gerais. Seu nome é inspirado na famosa escola Bauhaus de Arte e Desing, criada na Alemanha há quase 100 anos e que até hoje, através de seu conceito de criatividade, revoluciona o mundo.
Deliciosamente refrescante, sua legítima receita alemã e secular é produzida com a mais cristalina água, dois lúpulos importados da Baviera, fermento proveniente do maior centro cervejeiro em Munique e 100% de maltes especiais; dentro de uma das mais modernas fábricas do Brasil.
Cerveja de baixa fermentação, sua cor acobreada brilhante e sua espuma densa e cremosa realçam ainda mais seu paladar encorpado. Aromas orais, cítricos e de caramelo, acidez média e persistente. 
Cerveja Gourmet, harmoniza com pratos leves, ácidos, condimentados, picantes da cozinha brasileira (mineira, capixaba, baiana), pescados e frutos do mar.


Degustação
Coloração dourada com espuma branca volumosa e de média duração, deixando uma fina camada persistente.
Aroma muito maltado, com destaque para cereais e pão. Sinais de lúpulo muito fraco. O malte predomina totalmente no aroma.
Suave e agradável amargor. Cerveja refrescante, sem ser aguada. Média carbonatação.
Conjunto harmônico e equilibrado para uma puro malte.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Birra Moretti



INFORMAÇÕES

Cervejaria: Birra Moretti
Grupo: Heineken
Pais de Origem: Itália
Importadora: FEMSA
Estilo: Premium American Lager
Embalagem: Garrafa
Álcool (%): 4.6% ABV
Ativa: SIM
Sazonal: Não é sazonal
Temperatura: 0-4 °C
Copo ideal: Pilsner Lager (Chope) Caldereta


A Birra Moretti é uma genuína e tradicional cerveja tipo lager italiana com mais de 150 anos que possui líquido dourado e sabor encorpado, fermentada a fundo com uma cor dourada. Esta coloração é um resultado do tipo de malte utilizado na fabricação da cerveja. Birra Moretti é uma cerveja de qualidade feito da maneira tradicional. Com um sabor único e fragrância, aumentando o seu sabor amargo perfeitamente equilibrado.
É ideal para harmonizar com petiscos e massas.


Degustação
Dourado médio, baixa carbonatação, espuma alta e de boa duração. Bem amarga, pela maior presença de lúpulo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Afinal, o que são os ingredientes da cerveja?



A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação (provocada por uma levedura – a Saccharomyces cerevisae) de cereais, em especial os maltados como a cevada, e da adição de lúpulo, uma planta (da família das trepadeiras – “eu adorava esta propaganda”) de origem européia da espécie Humulus lupulus.No calor do cozimento da mistura, o lúpulo libera suas resinas de sabor amargo, dando à cerveja sabor característico.

O lúpulo tem seu primeiro cultivo registrado no ano de 736 DC, em Hallertau, região hoje pertencente à Alemanha. Esta região é, ainda hoje, considerado o mais importante centro de produção, sendo responsável por cerca de 25% da produção mundial. Entretanto, a primeira citação do uso do lúpulo na fabricação de cerveja foi em 1067 por Hildegard of Bingen.


Atualmente, o lúpulo é bastante valorizado, sobretudo nas chamadas cervejas especiais e Gourmet, onde sabores e particularmente aromas são bastante desejados. Além de Hallertau na Alemanha (principal fornecedora de lúpulo para muitos fabricantes de cervejas Premium), também é famoso o Lúpulo de Saaz, um tipo de lúpulo aromático, e menos amargo, utilizado na fabricação de várias cervejas.  De origem tcheca foi originalmente utilizado na fabricação das cervejas Pilsen. Seu aroma característico pode ser verificado na tcheca Pilsner Urquell (ou Urquell Pils, considerada a Pilsen original, mãe de todas as outras), na 1795, na brasileira Bohemia e na holandesa Amsterdam Lager.
O lúpulo foi introduzido nas cervejas da Inglaterra no início do século XVI e nos EUA em 1629. Os principais centros de produção do Reino Unido encontram-se em Kent (que produz o lúpulo Kent Golding) e Worcestershire. Nos EUA no estado de Washington. Outras importantes áreas de cultivo incluem Bélgica, Xinjiang (China), Tasmânia (Austrália), a região de Lublin (Polônia) e Chuvashia (Rússia). Além disso a Nova Zelândia também vem surgindo como produtora de lúpudo, sendo hoje referência na produção de lúpulo orgânico.



Mas o ingrediente principal da cerveja (depois da água, obviamente) é o malte. O malte fornece carboidratos (açúcares) que serão fermentados pelos fungos (leveduras) para produzir o álcool e o gás carbônico (CO2) além de, obviamente, vários subprodutos dando origem aos mais variados sabores e aromas (não provenientes do lúpulo) da própria cerveja.
Mas o que é o Malte? E por que certos cereais são considerados “maltados” e outros não?
Malte é um produto que resulta da germinação induzida e posterior dessecação da cevada ou de outros cereais (como o trigo). O malte forma-se a partir de sementes de cereal que são colocadas de molho, em uma grande tina cheia de água fria, a uma temperatura de aproximadamente 10 ºC. Quando o grão de cevada absorve o máximo possível de água (teor de umidade de aproximadamente 45%), dá-se a germinação. O resultado do processo é chamado de malte verde.


O processo de “maltagem” consiste em induzir, portanto, a germinação dos grãos. O malte verde será seco e torrado, diferentes níveis de torrefação levam a diferentes tipos de malte para utilização a fim de produzir cervejas variadas. Estimativamente, cada 100 Kg de cevada produzem cerca de 160kg de malte verde que como malte pronto (seco e torrado) pesa cerca de 80kg. A cor do malte varia muito de acordo com o processo e a intensidade da torrefação. Quanto mais torrado o malte mais escuro ele vai ser, conferindo à cerveja uma cor mais escura também, além de sabor e aromas totalmente diferenciados.


E os tais “Cereais não maltados”?

Outros países utilizavam maltes de outros cereais (trigo principalmente, nas weiss ou weissbier), e mesmo cereais não maltados (ou seja, incapazes de fornecerem o malte pelo proceso de germinação induzida) como fontes de carboidratos para a fermentação pela levedura Saccharomyces cerevisae. Os principais cereais “não maltados” utilizados no passado e até nos dias de hoje são: Arroz (Budweiser, por exemplo), Milho (Skol, por exemplo) e outros como o Sorgo (muito usado como alimento animal). A finalidade do uso deste tipo de cereal é baratear o processo e obter maior rendimento, desta forma as cervejas produzidas em escalas absurdamente grandes, normalmente levam cereais não-maltados na composição, uma exceção honrosa é a holandesa Heineken, megacervejaria que somente produz cerveja com cereais maltados.

Veja também, no Link abaixo, um vídeo de um programa do canal National Geographic, sobre a mega cervejaria da Heineken na Holanda:
http://natgeotv.com/pt/mega-fabricas/videos/mega-cervejaria

FONTES PRINCIPAIS: WIKIPEDIA, LAROUSSE DA CERVEJA, WWW.CERVEJASDOMUNDO.COM